Notícias 24h no WhatsApp

Assine o Not Journal

Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.

Plano Básico
WhatsApp + Terminal básico
R$19,90 /mês
WhatsApp 24 Horas
Notícias por temas
Terminal Web básico
Começar Agora
Plano Completo
WhatsApp + Terminal Premium
R$299,90 /mês
Tudo do Básico
Terminal Web completo
Análises profissionais
Começar Agora

A bilionária dos Rothschild e os negócios milionários com Jeffrey Epstein

Documentos indicam contratos, transferências e reuniões entre Epstein e a CEO do banco Edmond de Rothschild

Ana Schumann 06 Feb 2026
A bilionária dos Rothschild e os negócios com Jeffrey Epstein Relação incluiu contratos, pagamentos e atuação como conselheiro informal

A bilionária dos Rothschild e os negócios com Jeffrey Epstein Relação incluiu contratos, pagamentos e atuação como conselheiro informal

A divulgação recente de novos documentos ligados ao caso de Jeffrey Epstein voltou a expor relações financeiras e pessoais mantidas por ele com membros da elite global. Entre os nomes que aparecem nos arquivos está Ariane de Rothschild, CEO do Edmond de Rothschild Group.

A apuração dos documentos liberados pelas autoridades americanas indica que Ariane manteve contato frequente com Epstein entre 2013 e 2019, período posterior à sua primeira condenação. Os registros incluem e-mails, reuniões e negociações sobre temas financeiros, estratégicos e patrimoniais ligados ao banco da família.

Entre os pontos mais relevantes, os arquivos mencionam a existência de um contrato de consultoria avaliado em cerca de US$ 25 milhões, no qual Epstein teria atuado como assessor informal em temas de risco, estruturação patrimonial e relações institucionais. Há também registros de transferências financeiras, pagamentos por serviços e discussões sobre investimentos e reorganização de ativos internacionais.

Segundo os documentos, Epstein se posicionava como intermediário em operações sensíveis, conectando executivos, advogados e gestores de fortunas. Parte dessas interações ocorria fora dos canais tradicionais do sistema bancário, o que hoje levanta questionamentos sobre os controles internos da época.

O grupo Edmond de Rothschild afirmou que desconhecia os crimes cometidos por Epstein e declarou que os contatos tinham caráter profissional. A instituição informou ainda ter encerrado qualquer relação após o avanço das investigações e denúncias públicas.

Especialistas em governança apontam que a relação, envolvendo contratos milionários e transferências relevantes, evidencia falhas nos mecanismos de compliance, especialmente por ter se mantido mesmo após os primeiros escândalos envolvendo o financista.

Embora os documentos não provem envolvimento em atividades ilegais por parte do banco ou de Ariane, eles revelam a profundidade dos vínculos financeiros e comerciais mantidos com Epstein por anos.

O caso reforça como o financista conseguiu preservar influência e acesso a grandes grupos patrimoniais, mesmo com sua reputação amplamente comprometida.

Compartilhar