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A deputada que virou alvo da esquerda que a criou

Como o projeto de lei que equipara críticas a Israel ao crime de antissemitismo transformou a ex-queridinha da esquerda no alvo número um do campo progressista

Ana Schumann 04 Apr 2026
Tabata Amaral em evento do Comitê Judaico Americano (AJC)

Tabata Amaral em evento do Comitê Judaico Americano (AJC)

A deputada que virou alvo da esquerda que a criou

Tabata Amaral construiu sua trajetória como símbolo de renovação progressista. Jovem, negra, formada em Harvard com bolsa da Fundação Estudar — braço social de Jorge Paulo Lemann, o bilionário mais rico do Brasil —, ela reunia tudo o que o campo de centro-esquerda queria apresentar como novo.

O estopim da ruptura veio em março de 2026. Tabata apresentou o PL 1424/2026, que adota os parâmetros da IHRA — Aliança Internacional para a Memória do Holocausto — na definição de antissemitismo para orientar políticas públicas brasileiras. O projeto foi assinado por 45 deputados. Em menos de uma semana, pelo menos cinco parlamentares pediram a retirada de suas assinaturas diante da repercussão negativa.

O problema central: a definição da IHRA já havia sido rejeitada pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos por conter "restrições flagrantemente inconstitucionais ao direito fundamental de liberdade de expressão". E o próprio Brasil havia se retirado da IHRA em 2025.

O jornalista Glenn Greenwald, ele próprio judeu, foi direto: "O lobby tem uma deputada de centro-esquerda, formada em Harvard, neoliberal e fantoche, agora tentando impor as mesmas leis de censura da IHRA que Trump impôs às universidades americanas."

A conexão com Lemann é mencionada por críticos como parte de um padrão: uma deputada formada pelo capital privado com agendas que nem sempre coincidem com a base que a elegeu. O espaço que ela ocupava está ficando mais estreito — e a esquerda não está disposta a acompanhá-la.

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