A queda de uma amizade de bilionária: como fé, fortuna e cripto culminaram em uma perda de US$ 80 milhões
Taylor Thomson, herdeira de uma das famílias mais ricas do Canadá, aplicou US$ 40 milhões em cripto — perdeu tudo com a queda do mercado, guiada por uma vidente.
Uma combinação de confiança excessiva e orientação espiritual tornou um investimento cripto num desastre emocional e financeiro de oito dígitos.
Por mais de uma década, Taylor Thomson, herdeira da bilionária família Thomson do Canadá, e Ashley Richardson, ex-modelo internacional, foram inseparáveis. A relação, marcada por viagens, confiança absoluta e espiritualidade, parecia inabalável — até que uma mistura explosiva de fé, dinheiro e investimentos de alto risco levou a um rompimento devastador.
Taylor Thomson não é apenas uma socialite: ela pertence a uma das famílias mais ricas do Canadá, com fortuna estimada entre US$ 55 bilhões e US$ 87 bilhões, construída pelo império de mídia Thomson Reuters. Esse patrimônio a colocou entre as herdeiras mais poderosas da América do Norte — e, ironicamente, foi justamente a fortuna que acabou alimentando a crise de sua vida pessoal.
Em 2021, influenciada por Richardson e pelos conselhos de uma vidente que orbitava o círculo íntimo das duas, Taylor decidiu aplicar uma parte considerável de sua riqueza em criptomoedas. Ao todo, foram investidos mais de US$ 40 milhões. Richardson teria ficado responsável por parte da gestão dessas carteiras digitais, realizando trades e movimentações no mercado.
O timing, porém, foi desastroso: no ano seguinte, o crash das criptos fez o valor evaporar. As perdas chegaram a US$ 80 milhões, segundo documentos revelados pela investigação. Para Taylor, além do prejuízo financeiro, ficou a sensação de ter sido enganada. Ela acusou Richardson de ter feito transações não autorizadas e até de receber comissões ocultas. A ex-modelo nega, afirmando que apenas seguiu instruções e que ambas sabiam dos riscos envolvidos.
O que antes era uma amizade marcada por viagens glamourosas, retiros espirituais e projetos conjuntos, transformou-se em uma batalha pessoal e jurídica. Richardson, sem a rede de proteção de uma fortuna bilionária, viu sua vida mudar radicalmente. De musa de campanhas internacionais, passou a enfrentar dificuldades financeiras — em determinado momento, chegou a trabalhar como motorista de aplicativo para pagar as contas.
O rompimento não abalou apenas as duas amigas, mas reverberou no círculo social que frequentavam, dividindo aliados e atraindo a atenção da imprensa internacional. O caso se tornou um símbolo dos perigos de misturar amizade, fé e fortuna em um ambiente volátil como o das criptomoedas.
No fim, Taylor Thomson segue com sua herança bilionária, mas carrega um trauma de confiança que dinheiro nenhum apaga. Já Richardson tenta se reconstruir após perder não apenas sua estabilidade financeira, mas também uma amizade que durou mais de dez anos.
O episódio deixa uma lição clara: mesmo entre os mais ricos, quando conselhos espirituais, investimentos arriscados e relações pessoais se misturam, os resultados podem ser tão devastadores quanto qualquer crash do mercado.