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Autores de direita relatam barreiras ideológicas no mercado editorial brasileiro

O setor literário no Brasil enfrenta questionamentos sobre a influência de vieses políticos no processo de publicação.

Not Journal 05 Feb 2026
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Depois de passar anos escrevendo sua primeira ficção “O Aymar”, JH Fonseca começou a procurar um agente literário ou editora para publicar o livro. Que não seria tarefa fácil ser publicado ele já imaginava, só não contava que o principal motivo das recusas não tinha nada a ver com o livro em si.

“O manuscrito não era nem lido ou avaliado”, diz JH Fonseca. “As pessoas simplesmente diziam que seria muito difícil publicar um autor de direita, nesse ambiente dominado pela esquerda”.

O autor brasileiro submeteu então seu manuscrito a avaliações de profissionais, que só toparam o trabalho de forma anônima. “Já estava preparado para ouvir críticas, mas todos fizeram elogios a obra. Isso só aumentou minha inconformidade com o mercado literário local”, diz Fonseca. “Se o livro é bom, por que não deixar que o público faça o julgamento final?”.

Ele então decidiu publicar por conta própria, em uma noite de lançamento em junho de 2023, que fez filas imensas em uma livraria do Iguatemi JK, shopping frequentado pela alta renda paulistana. Hoje, mesmo com o histórico do lançamento bem-sucedido e de boas avaliações na Amazon (com a nota 4,8 de 5,0), o autor descobriu outro tipo de censura velada nos últimos dias.

“Não é novidade para ninguém que existem influencers que são pagos para ler, resenhar e ajudar um livro a ser conhecido”, diz Fonseca, “o que me surpreendeu é eles não quererem nem ter contato com o material por conta do autor”. Fonseca diz ainda que uma das influencers literárias com quem falou confessou que o problema era o “cunho político dele”, sem qualquer relação com o livro em si.

“Isso é uma loucura e contraproducente. Qual é o próximo passo dessa turma? Vão investigar o passado dos autores brasileiros e começar a cancelar os que eram de direita?”, diz Fonseca. “Eu ainda tenho recursos para construir meu espaço, mas e o jovem autor de direita que não tem? Ou ele escreve e fala o que a esquerda quer ouvir ou nunca será publicado”.

O drama de Fonseca não é exclusivo no Brasil. JK Rowling, autora de Harry Potter, tem enfrentado uma montanha de críticas por se posicionar contra os chamados “direitos trans”, tendo celebrado a decisão da Suprema Corte Britânica, que estabeleceu que a definição legal do que é ser mulher está baseada no sexo biológico. Em um cenário tão hostil quanto o de hoje, será que ela teria sido publicada se Harry Potter tivesse sido escrito agora, e não décadas atrás?

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