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Combate à "pejotização" é chave para Previdência

Ministro da Fazenda propõe fim da "pejotização" para garantir equilíbrio das contas da Previdência Social.

Not Journal 24 Aug 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Ministro da Fazenda aponta modelo de contratação como fator de risco para as contas públicas e defende medidas para reverter a tendência, visando a sustentabilidade do sistema previdenciário em meio a projeções de aumento do salário mínimo.

O ministro da Fazenda, em declarações recentes, destacou a necessidade urgente de combater a chamada "pejotização" como uma estratégia fundamental para conter o crescente déficit da Previdência Social. A prática, que consiste na contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para mascarar um vínculo empregatício formal, tem sido apontada como um dos principais fatores de erosão da arrecadação previdenciária, impactando diretamente a sustentabilidade do sistema a longo prazo. A defesa do ministro surge em um cenário onde o governo projeta um salário mínimo de R$ 1.741 para 2027, um aumento em relação à estimativa anterior de R$ 1.717, conforme divulgado pelo G1 Economia.

A "pejotização" representa um desafio complexo para as finanças públicas, pois, ao formalizar a relação de trabalho como prestação de serviços entre empresas, as contribuições previdenciárias e trabalhistas, que seriam devidas se o profissional fosse contratado sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), deixam de ser recolhidas. Essa evasão fiscal, embora possa parecer vantajosa para as empresas em termos de custos imediatos, gera um impacto significativo na capacidade do governo de financiar benefícios previdenciários, aposentadorias e pensões. O ministro da Fazenda argumenta que a reversão dessa prática é essencial para garantir que o sistema previdenciário continue a cumprir seu papel social, especialmente em um contexto de envelhecimento populacional e aumento da expectativa de vida.

A discussão sobre a sustentabilidade da Previdência Social ganha contornos ainda mais relevantes quando analisada em conjunto com as projeções econômicas para os próximos anos. A elevação da estimativa para o salário mínimo em 2027, que passará dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741, embora represente um avanço para os trabalhadores, também implica um aumento nas despesas do governo com benefícios atrelados a esse piso. O projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que ainda será enviado ao Congresso, prevê um superávit, mas a manutenção desse equilíbrio depende de uma gestão fiscal rigorosa e de medidas eficazes para aumentar a arrecadação e otimizar os gastos. O ministro Dario Durigan, responsável pelo fechamento da proposta orçamentária, descartou a desindexação do salário mínimo dos benefícios sociais, reforçando a importância de manter o poder de compra dos trabalhadores, mas, ao mesmo tempo, intensificando a necessidade de outras fontes de receita.

O combate à "pejotização" se insere nesse contexto como uma medida estrutural. Ao regularizar as relações de trabalho e garantir o recolhimento adequado das contribuições, o governo busca ampliar a base de arrecadação previdenciária, aliviando a pressão sobre o caixa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Essa estratégia visa não apenas a equilibrar as contas no curto prazo, mas também a construir um modelo mais robusto e resiliente para o futuro, capaz de suportar as demandas de uma população cada vez mais idosa. A medida pode envolver fiscalizações mais rigorosas, alterações na legislação trabalhista e tributária, e campanhas de conscientização sobre os riscos e as consequências da informalidade disfarçada.

Em paralelo a essas discussões sobre a Previdência e o salário mínimo, o cenário econômico brasileiro apresenta outros desafios e dinâmicas. O mercado financeiro, por exemplo, tem reagido a eventos corporativos específicos, como o pedido de recuperação extrajudicial da Braskem, que levou a fortes quedas em suas ações na B3, conforme noticiado pelo Correio Braziliense. Este tipo de evento, embora isolado, reflete a volatilidade do ambiente de negócios e a importância da saúde financeira das empresas para a estabilidade do mercado como um todo. A Bolsa de Valores, representada pelo Ibovespa, tem apresentado oscilações, mas em alguns dias demonstrou recuperação, indicando um movimento complexo de fatores influenciando os índices.

A projeção de um salário mínimo mais elevado para 2027, somada à necessidade de fortalecer a Previdência Social, coloca o governo em uma posição de busca por soluções multifacetadas. A defesa do combate à "pejotização" pelo ministro da Fazenda é um indicativo claro de que as autoridades econômicas estão atentas às distorções do mercado de trabalho e buscam corrigi-las para garantir a saúde fiscal do país. A efetividade dessas medidas dependerá da capacidade do governo em implementá-las de forma eficaz, garantindo a justiça social e a sustentabilidade das contas públicas para as futuras gerações.

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