Documento ligado a Epstein levanta suspeitas sobre investidora e reacende alerta sobre método russo
Um documento do FBI divulgado nos arquivos de Jeffrey Epstein colocou sob escrutínio a investidora Masha Bucher, fundadora da Day One Ventures.
Segundo o relatório, uma fonte confidencial de 2019 afirmou que Bucher estaria ligada à inteligência russa e que seu fundo poderia estar sendo usado como cobertura para coleta de tecnologia no Vale do Silício. As alegações não foram comprovadas e não resultaram em acusações formais.
De acordo com o mesmo relato, Bucher teria evitado discussões técnicas em uma reunião e preferido elogiar Epstein, o que levantou suspeitas sobre possíveis motivações não declaradas. O documento também menciona uma suposta ligação prévia com estruturas políticas no entorno do Kremlin.
O caso, porém, se insere em um contexto mais amplo. Autoridades dos EUA vêm alertando há anos que a Rússia utiliza empresas, investidores, universidades e redes privadas como canais para acessar tecnologia e informações estratégicas no Ocidente. Relatórios de inteligência apontam o uso recorrente de estruturas comerciais como porta de entrada para ecossistemas de inovação.
Investidores com acesso direto a startups e fundadores são considerados vetores sensíveis nesse processo, pela proximidade com tecnologias ainda em estágio inicial.
Bucher negou as acusações em fevereiro de 2026 e afirmou que sua gestora possui investimentos legítimos em mais de 100 startups. Até o momento, não há evidência pública que comprove as alegações.
Ainda assim, a divulgação do documento reforça um ponto recorrente em Washington: mais do que casos isolados, o foco está no padrão — e na forma como redes privadas podem ser usadas em disputas tecnológicas e geopolíticas.