Elon Musk diz ter pressionado pela divulgação dos arquivos de Epstein
Bilionário afirma que a divulgação só faz sentido se resultar na responsabilização criminal dos envolvidos.
Musk diz ter recusado convites de Epstein e nega participação em qualquer evento do financista.
A divulgação de novos documentos ligados ao caso Jeffrey Epstein reacendeu o debate sobre figuras públicas que mantiveram algum nível de contato com o financista condenado por crimes sexuais. Entre os nomes citados nos arquivos está Elon Musk, cuja troca de e-mails com Epstein em 2013 passou a circular amplamente após a liberação parcial dos documentos judiciais nos Estados Unidos.
Os registros mostram que Musk e Epstein trocaram mensagens em 2013, em conversas que envolviam logística de viagens e possíveis encontros durante o período de fim de ano no Caribe. Os e-mails indicam que Epstein convidou Musk para visitar sua ilha privada, convite que, segundo os próprios documentos, não tem confirmação de ter sido aceito ou concretizado.
Após a repercussão, Musk reagiu publicamente em sua conta na plataforma X. Em uma das mensagens, afirmou:
“No one pushed harder than me to have the Epstein files released and I’m glad that has finally happened.”
O empresário também declarou que nunca esteve em festas de Epstein, que recusou convites para visitar a ilha e que teve pouquíssima correspondência com o financista. Segundo Musk, qualquer troca de e-mails foi estritamente limitada e posteriormente explorada por críticos para tentar associar seu nome ao caso.
“I have never been to any Epstein parties ever and have many times called for the prosecution of those who have committed crimes with Epstein”, escreveu.
Em outra publicação, Musk reforçou que, para ele, a verdadeira medida de justiça não está apenas na divulgação de documentos, mas na responsabilização criminal dos envolvidos:
“The acid test for justice is not the release of the files, but the prosecution of those who committed heinous crimes with Epstein.”
O empresário também afirmou que Epstein e Ghislaine Maxwell foram condenados por operar uma rede de exploração sexual de menores, mas questionou publicamente por que nenhum cliente foi formalmente processado até agora, defendendo investigações e punições mais amplas.
Até o momento, não há qualquer acusação criminal contra Elon Musk relacionada ao caso Epstein, e os documentos divulgados não apontam envolvimento em crimes. Especialistas jurídicos ressaltam que a mera presença de nomes em e-mails ou agendas não configura culpa ou participação em atividades ilegais.
A divulgação dos arquivos, ainda parcial, segue alimentando debates sobre transparência, seletividade judicial e os limites entre contato social, influência e responsabilidade criminal em um dos escândalos mais sensíveis das últimas décadas.