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Famílias bilionárias crescem em tamanho e complexidade no mundo

Relatório do UBS aponta aumento de herdeiros e desafios inéditos em sucessão patrimonial, governança e planejamento de fortunas multigeracionais.

Bruno Richards 08 Sep 2025
De 4 mil para 6,4 mil herdeiros: bilionários enfrentam nova era de complexidade familiar

De 4 mil para 6,4 mil herdeiros: bilionários enfrentam nova era de complexidade familiar

Um levantamento do UBS Billionaire Ambitions Report 2024 revela que famílias de bilionários não apenas estão aumentando em número, mas também se tornando mais complexas em sua estrutura.

Segundo o relatório, o total de filhos de bilionários passou de 4.136 em 2015 para 6.441 em 2024, um crescimento de mais de 55% em menos de uma década. Esse aumento de herdeiros representa novos desafios em termos de sucessão patrimonial, governança familiar e gestão de fortunas.

Outro fator que adiciona camadas de complexidade é a ascensão dos bilionários multigeracionais. Embora nem todos os herdeiros alcancem o mesmo nível de riqueza, a continuidade das fortunas em várias gerações exige estratégias cada vez mais sofisticadas de planejamento financeiro e jurídico. A transição entre gerações é vista como um dos maiores pontos de risco para a preservação do patrimônio: estatísticas do setor mostram que, em média, 70% das famílias perdem parte significativa da fortuna já na segunda geração e 90% até a terceira, quando não há governança clara.

Para lidar com essa realidade, os serviços de wealth planning vêm se adaptando. A ênfase está em entender as necessidades particulares de cada família, criar estruturas de governança que evitem disputas, capacitar herdeiros em finanças e simplificar a gestão de ativos em meio a cenários globais incertos. Gestoras e bancos privados também têm ampliado o uso de estruturas como family offices, trusts e fundações para proteger o capital ao longo de gerações.

O estudo mostra que, mais do que acumular patrimônio, os bilionários e seus herdeiros enfrentam hoje o desafio de administrar uma rede familiar maior, mais diversa e com demandas cada vez mais complexas. A verdadeira riqueza, conclui o relatório, está cada vez mais ligada à capacidade de transformar legados em estruturas duradouras, capazes de atravessar ciclos econômicos e sucessões familiares.

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