Olimpíadas fecham as portas para atletas transgênero
Decisão histórica do COI alinha o esporte olímpico ao decreto de Trump e encerra anos de regras fragmentadas entre federações
COI anuncia política uniforme que bane atletas transgênero das categorias femininas
COI proíbe atletas transgênero de competir nas categorias femininas das Olimpíadas
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou hoje uma nova política de elegibilidade que exclui mulheres transgênero de todas as competições olímpicas femininas. A decisão limita a participação nas categorias femininas exclusivamente a "fêmeas biológicas", com elegibilidade determinada por um teste genético único de triagem do gene SRY, que identifica a presença do cromossomo Y.
A política se alinha ao decreto executivo assinado pelo presidente Donald Trump sobre esportes femininos, e antecede os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
A decisão representa uma virada histórica para o COI, que até 2021 delegava às federações esportivas internacionais a responsabilidade de definir suas próprias regras de elegibilidade — resultando em critérios contraditórios entre modalidades. A nova política será a primeira regra uniforme adotada pelo COI e pelas federações internacionais, aplicável a grandes eventos em dezenas de esportes.
Nenhuma mulher que tenha transitado do sexo masculino competiu nos Jogos de Paris 2024. A medida, portanto, tem impacto simbólico e normativo mais do que imediato — mas consolida uma tendência global que já havia sido adotada por federações de atletismo e natação antes dos jogos parisienses.