Tarcísio de Freitas aposta no livre mercado como solução para desigualdade e crescimento
Gestão paulista é vitrine para seu discurso: menos Estado, mais iniciativa privada e maior geração de riqueza.
Livre mercado, não Estado: Tarcísio defende modelo liberal para reduzir desigualdade
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, voltou a defender que o livre mercado é o verdadeiro motor para redução da desigualdade e geração de riqueza no Brasil. Para ele, o Estado não consegue, sozinho, promover distribuição de renda sustentável, mas sim criar as condições para que a iniciativa privada floresça.
“O Estado não tem como reduzir desigualdade, mas o livre mercado pode”, disse Tarcísio em recente discurso, reforçando sua visão liberal. A fala vem em um momento de maior exposição política: o Centrão articula seu nome como candidato presidencial em 2026, avaliando que ele reúne perfil técnico, experiência em gestão e apelo eleitoral junto à classe média conservadora e ao empresariado.
#Mercado como solução
Na visão de Tarcísio, o papel do governo é garantir segurança jurídica, estabilidade fiscal e infraestrutura para destravar investimentos. O modelo aplicado em São Paulo vem sendo usado como vitrine: parcerias público-privadas, concessões rodoviárias, privatizações de ativos e atração de capital estrangeiro. Segundo ele, essas medidas geram empregos, aumentam produtividade e tornam o ambiente de negócios mais competitivo.
Aliados afirmam que esse posicionamento é estratégico: em um país com histórico de forte intervenção estatal, Tarcísio busca se diferenciar ao defender que a prosperidade vem da liberdade econômica, empreendedorismo e inovação, e não de políticas de transferência de renda pontuais.
#2026 no radar
A articulação do Centrão em torno de sua candidatura indica que o mercado pode ganhar um nome competitivo em 2026. Com discurso pró-negócios, Tarcísio se posiciona como alternativa a modelos econômicos mais intervencionistas, apostando na confiança dos investidores e na capacidade do setor privado de impulsionar o desenvolvimento.
Analistas próximos ao mercado avaliam que, caso essa agenda se consolide em nível nacional, o Brasil poderia dar um salto em competitividade global, atraindo mais capital estrangeiro e reduzindo gargalos estruturais que travam a economia.