Terapia de ketamina explode com alta demanda entre CEOs
Sessões de US$ 1 mil viram febre entre CEOs estressados, prometendo alívio rápido para depressão
De festa para terapia: ketamina custa uma fortuna e conquista elite tech
A terapia com ketamina, substância antes associada a festas e anestesia, virou o novo hit entre executivos de alto escalão nos EUA e agora no Brasil. Custando mais de US$ 1 mil por sessão – com preços variando de US$ 400 a US$ 1.300 dependendo da clínica e do método (IV, intramuscular ou nasal) – o tratamento ganhou impulso estratosférico após Elon Musk admitir seu uso para combater a depressão.
Em entrevista a Don Lemon em março de 2024, o bilionário revelou tomar ketamina prescrita a cada duas semanas, descrevendo-a como uma ferramenta para sair de "estados mentais negativos" e negando abuso. Musk, que atribui sua depressão a fatores genéticos, enfatizou que o uso não afeta seus negócios ou contratos governamentais. Clínicas especializadas relatam um boom na demanda, especialmente entre CEOs estressados do Vale do Silício e executivos brasileiros inspirados pelo "efeito Musk".
Tratamentos como o Spravato (esketamina nasal) ou infusões intravenosas prometem alívio rápido para depressão resistente, mas o custo acumula rápido: uma série inicial de 6 a 8 sessões pode ultrapassar US$ 5 mil a US$ 10 mil.
Analistas apontam que a popularidade cresceu com endossos de figuras como Musk, transformando a ketamina em "o novo Prozac dos ricos". No entanto, alertas sobre riscos – como dependência e efeitos colaterais – acompanham o hype. No Brasil, clínicas em São Paulo e Rio já veem fila de espera, com executivos citando Musk como inspiração. "Se funciona para o homem que manda foguetes pro espaço, por que não pra mim?", comentou um CEO anônimo.
Estudos confirmam eficácia para depressão, mas seguros de saúde raramente cobrem, deixando o tratamento para quem pode pagar. Nas redes sociais, o tema viraliza no X: posts ironizam "ketamina para depressão ou pra voar alto?" e memes mostram Musk com spray nasal. Outros debatem acessibilidade: "US$ 1 mil por sessão? Só pros bilionários!".
O debate esquenta sobre regulação e desigualdade em saúde mental.