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Token imobiliário estreia na B3 com rentabilidade de 1,6% ao mês

Pela primeira vez, investidores poderão negociar tokens atrelados a imóveis diretamente na B3 — com aporte mínimo de R$ 25 e liquidação via PIX.

Lucas Aranha 25 Aug 2025
A estreia do token imobiliário no mercado secundário abre um novo ciclo de liquidez, transparência e rentabilidade na renda fixa.

A estreia do token imobiliário no mercado secundário abre um novo ciclo de liquidez, transparência e rentabilidade na renda fixa.

#Token imobiliário estreia no mercado secundário da B3 e promete rentabilidade de 1,6% ao mês

O mercado financeiro brasileiro vive um marco histórico: pela primeira vez, um token atrelado ao setor imobiliáriopassa a ser negociado no mercado secundário da B3 (B3SA3). O ativo, estruturado pela tokenizadora Zuvia, oferece rentabilidade de 1,6% ao mês e democratiza o acesso a investimentos que antes estavam restritos a grandes players institucionais.

Foram lançados mais de 551 mil tokens vinculados a um empreendimento residencial em Bauru (SP), com investimento inicial a partir de R$ 25. O modelo permite a compra diretamente pela plataforma da Zuvia e, para quem quiser vender, a negociação acontece de forma simples via B3, com liquidação em PIX e rastreamento completo das operações.

Segundo Jonatas Montanini, Co-CEO e cofundador da Zuvia, a novidade inaugura um ciclo de liquidez e transparência no crowdfunding:

“A tokenização possibilita que investimentos realizados em captações primárias sejam negociados de forma simples, transparente e acessível. Em parceria com a B3, estruturamos um mercado subsequente que oferece liquidez e segurança ao investidor”, disse.

O avanço só foi possível após mudanças regulatórias da CVM em 2022, que autorizaram plataformas de crowdfunding a intermediar compra e venda de títulos emitidos em suas ofertas. Para Flávia Mouta, diretora de emissores e relacionamento da B3, a inovação fortalece a inclusão financeira:

“A plataforma de financiamento coletivo é, muitas vezes, o primeiro passo das empresas no mercado de capitais. Essa tecnologia democratiza o acesso e atende a uma demanda crescente por novas formas de financiamento.”

Com a entrada no mercado secundário, tokens imobiliários ganham um atrativo adicional: a liquidez, algo que antes não existia nesse tipo de aplicação. O movimento deve abrir espaço para que o modelo seja expandido a outros setores estratégicos como agronegócio, energia e infraestrutura, criando um novo ciclo de digitalização e pulverização dos investimentos no Brasil.

A expectativa é que a tokenização se consolide como um dos caminhos mais promissores da Renda Fixa digitalizada, oferecendo ao investidor comum uma fatia de ativos reais com o dinamismo das negociações na Bolsa.

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