Como o trabalho pode nos tornar mais humanos
Meios para tornar o trabalho mais humano
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Entre reuniões e metas a serem cumpridas, muitas vezes podemos nos esquecer de sermos humanos.
O que chamamos de ter "humanidade" comumente está associado à capacidade que temos de ter compaixão do outro, nisto reconhecendo-o igual a mim, como 'eu', mas não apenas como 'eu' no sentido animal, mas como 'eu' no sentido de alguém que também é testemunha de si mesmo.
Muitas coisas nos lembram isso: memórias de vezes que fomos amados por amigos, familiares e outros no passado e no presente; músicas que nos lembram do que experimentamos durante a vida; leituras que nos fazem lembrar que o ser humano é mais do que uma máquina de trabalho e/ou um animal que tem como único fim aproveitar as boas sensações.
Em contraste especialmente com este último ponto, é justamente quando sofremos por outro e/ou nos alegramos com o outro é que lembramos da humanidade que nós carregamos.
No mundo dos negócios, essa perspectiva pode nos tirar da frenesi dos cálculos e negociações e até da frieza que esse mundo pode trazer, e nos coloca em contato com o que nos torna capazes de fazermos essas atividades: o fato de sermos humanos. Entrar em contato com nossa humanidade pode ser feito, não totalmente, mas em parte, por um ato de atenção muito simples: prestar atenção às pequenas coisas do cotidiano. Até abrir uma porta pode ser mágico.
Não podemos nos esquecer, como disse um professor, que "não somos robôs de carne", mas indivíduos com histórias que, se forem bem contadas, cada uma delas daria um excelente filme. Os negócios muitas vezes nos colocam nesta posição de máquina. Mas não foram máquinas que fundaram grandes empreendimentos, foram pessoas, ultradedicadas, mas pessoas.
Como também sou um aprendiz nessa arte de me tornar humano, recomendo que outro ensine isto ao leitor, e no caso o mestre aqui será um filme: "Sussurros do Coração" do Studio Ghibli. O filme aborda uma das partes mais importantes da nossa vida, a saída da infância e o começo das tomadas de decisões pessoais que somente nós seremos responsáveis pelos seus efeitos. É como o momento em que escolhemos o que cursar no início do ensino médio.
Claro, não estar consciente disso não nos impede de tomar decisões, mas esquecemos que elas significam algo na nossa biografia, quem somos para nós mesmos e diante do bem que existe na realidade, se vamos nos afastar ou chegar mais perto deste bem. São escolhas pessoais que formam uma biografia.
Não podemos nos esquecer desse detalhe tão simples, que nos ajuda não somente a levarmos nossa história com mais leveza e responsabilidade, mas também a lembrar que o outro possui a própria história, que ele sofre as próprias dores e alegrias assim como nós sofremos e nos alegramos. Nisto está o cerne da compaixão: ver eu mesmo no outro, saber que ele é semelhante a mim.
Isto é extremamente útil aos nossos trabalhos: se lembramos que somos pessoas trabalhando para outras pessoas, o trabalho ganha muito mais sentido e se torna forte instrumento de caridade. Fazer algo com significado e que de fato seja útil ao mundo, isso motiva muito mais que alguns números a mais na carteira.
Bem, deixo ao leitor a escolha de ver ou não ver o filme. Se for vê-lo, veja com atenção e paciência, prepare uma pipoca e aproveite a simplicidade e beleza do filme. Não espere lutas e efeitos especiais, mas sim um chamado a lembrar das pequenas coisas que nos ajudam a sermos humanos.
Correção gramatical:
Gemini ( Google AI )
Imagem:
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