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Faria Lima Files: Reag e Master no centro de escândalo bilionário

Operação Carbono Oculto expõe como a maior gestora independente do Brasil, a Reag, estaria ligada ao PCC, Banco Master e grandes empresários da Faria Lima.

Lucas Aranha 29 Aug 2025
Maior gestora independente do Brasil sob suspeita de lavar dinheiro do PCC

Maior gestora independente do Brasil sob suspeita de lavar dinheiro do PCC

A Polícia Federal deflagrou nesta semana a operação Carbono Oculto, investigando a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis em São Paulo. No centro das suspeitas está a Reag Investimentos, a maior gestora independente do Brasil, acusada de participar de um esquema de lavagem de R$ 46 bilhões.

A gestora tem conexões diretas com o Banco Master e com o empresário Nelson Tanure, já alvo de investigações anteriores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por práticas irregulares. A Reag é controlada por João Carlos Mansur, conhecido pela proximidade com Daniel Vorcaro, controlador do Master. Segundo a PF, a estrutura da Reag teria sido utilizada para adquirir empresas e usinas ligadas ao PCC, além de proteger ativos de investigados.

#Investigações em andamento

Além da Reag, outras empresas ligadas a Tanure, como a Trustee, também estão sob investigação por supostas atividades de lavagem de dinheiro. Em 2024, a Reag e o Master, em parceria com Tanure, adquiriram papéis do grupo GPA, mirando a venda de ativos estratégicos no Brasil. A CVM já havia apontado irregularidades em operações anteriores, como o desvio de R$ 51 milhões em debêntures para fundos controlados por Vorcaro e pelo antigo Banco Máxima.

Em resposta, a Reag divulgou nota afirmando que colabora com as autoridades e manterá o mercado informado. O Banco Master, até o fechamento da reportagem, não havia se manifestado. A situação levanta alertas sobre a fragilidade da supervisão do mercado financeiro brasileiro, onde gestoras independentes administram centenas de bilhões sem a mesma vigilância que bancos tradicionais.

#A relevância do caso

Apelidado no mercado de “Faria Lima Files”, o escândalo tem potencial de revelar nomes de empresários e instituições de peso que, direta ou indiretamente, possam ter se beneficiado dos serviços da Reag. Para analistas, o caso pode se tornar tão explosivo quanto os “Epstein Files” nos EUA, expondo conexões entre o crime organizado e a elite empresarial.

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