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João Fonseca impulsiona o Rio Open, que projeta impacto de R$ 200 milhões

Mesmo após a eliminação nas simples, jovem de 19 anos mantém protagonismo em torneio que reúne 56 marcas e é transmitido para mais de 140 países.

Ana Schumann 20 Feb 2026
Ascensão de João Fonseca amplia visibilidade do único ATP 500 da América do Sul.

Ascensão de João Fonseca amplia visibilidade do único ATP 500 da América do Sul.

O garoto de 19 anos que o mundo quer ver. O único ATP 500 da América do Sul. E uma cidade que transformou esporte em produto global. Bem-vindo ao Rio Open 2026.

Há um momento em que um evento esportivo deixa de ser apenas uma competição e passa a representar um fenômeno cultural, econômico e de comunicação. O Rio Open alcançou esse patamar.

Na semana em que o Rio de Janeiro vive o auge do Carnaval, o Jockey Club Brasileiro — na Zona Sul, com o Cristo Redentor ao fundo e a Lagoa Rodrigo de Freitas ao lado — recebe a 12ª edição do único ATP 500 da América do Sul. Em 2026, a combinação entre a consolidação do torneio e a ascensão meteórica de João Fonseca elevou o evento a outro nível.


#O fenômeno tem 19 anos

João Fonseca é hoje o atleta mais comentado do país.

Número 38 do ranking mundial da ATP, carioca, 19 anos, ele chega ao Rio Open com uma narrativa que mistura expectativa e pressão. O início da temporada 2026 foi turbulento: lesão nas costas, eliminações precoces no Australian Open e no ATP de Buenos Aires. No Rio, carregava o peso de uma torcida inteira.

Na estreia, contra Thiago Monteiro, respondeu em quadra. Venceu por 7/6 (7-1) e 6/1, em 1 hora e 24 minutos, sem sofrer um único break point. Foi sua primeira vitória da temporada — e veio em casa, diante de arquibancadas lotadas.

“É incrível ter minha primeira vitória do ano aqui, depois de meses difíceis. É algo super especial, estou muito feliz”, afirmou à ATP após a partida.

Nas duplas, ao lado do mineiro Marcelo Melo — ex-número 1 do mundo e atual campeão do torneio —, o desempenho foi ainda mais dominante. A dupla superou os argentinos Máximo González e Andrés Molteni por 2 sets a 0, com direito a “pneu” no segundo set, avançando à semifinal.

A narrativa está consolidada: Fonseca não disputa apenas partidas. Ele representa o futuro do tênis brasileiro.


#O torneio que virou plataforma

O Rio Open deixou de ser apenas um evento esportivo. Tornou-se um produto estruturado.

A 12ª edição reúne 56 marcas parceiras — recorde histórico — e projeta impacto superior a R$ 200 milhões na economia do estado do Rio de Janeiro, segundo estudo anual da Deloitte. São cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos, público estimado de 70 mil pessoas ao longo de nove dias e transmissão ao vivo para mais de 140 países.

O alcance é global. Durante uma semana, o Rio é exibido para o mundo com o Cristo Redentor como pano de fundo — em plena temporada de Carnaval.

“Com o crescimento do público e a permanência maior dos turistas por causa do Carnaval, esperamos impacto ainda superior ao do ano passado”, afirmou Marcia Casz, diretora-geral do torneio. Os ingressos se esgotaram em apenas duas horas, ainda em novembro de 2025.


#Carnaval e ATP 500: uma combinação única

Não há outro torneio ATP 500 disputado no contexto de uma das maiores festas populares do planeta.

A equação é estratégica: quem vem pelo tênis permanece pelo Carnaval; quem vem pelo Carnaval descobre o torneio. Trata-se de um ciclo virtuoso que amplia receita, turismo, visibilidade e posicionamento internacional.

Em 2026, o Rio de Janeiro foi reconhecido como a terceira cidade mais buscada por turistas no mundo, atrás apenas de Bangkok e Paris. O Carnaval é motor desse fluxo — e o Rio Open funciona como catalisador adicional.


#Um palco para os grandes nomes

Desde 2014, o torneio já recebeu Rafael Nadal, Carlos Alcaraz e Dominic Thiem. Em 2026, a entrega do troféu ficará a cargo de Andre Agassi, convidado especial.

Além de Fonseca, o torneio conta com Francisco Cerúndolo (número 19 do mundo e cabeça de chave 1), o bicampeão Sebastian Báez e Matteo Berrettini, finalista de Grand Slam. A presença desses nomes reforça a reputação construída ao longo de mais de uma década.

A edição deste ano também mantém o torneio de cadeirantes, promovido pela ALLOS, que chega à terceira edição com a presença do japonês Tokito Oda, campeão do Australian Open 2026. A inclusão integra a estrutura do evento.


#O Brasil que compete globalmente

O Rio Open sustenta uma tese recorrente: o Brasil é capaz de organizar eventos de padrão internacional quando une esporte, negócios e narrativa cultural.

Com João Fonseca como protagonista, com R$ 200 milhões projetados em circulação na economia local e com transmissão para 140 países, o torneio consolida sua posição no calendário global.

Enquanto o mundo acompanha o saibro do Jockey Club, o Brasil reforça sua capacidade de competir internacionalmente — dentro e fora das quadras.

João Fonseca simboliza esse momento: jovem, carioca, sob pressão máxima e protagonista em casa.

O futuro do tênis tem sotaque brasileiro. E o palco, mais uma vez, é o Rio.

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