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Marty Supreme ensina: quem acredita em si mesmo, vence

Autoconfiança como motor, consequências como custo inevitável.

Bruno Richards 10 Jan 2026
Quando acreditar em si mesmo muda tudo.

Quando acreditar em si mesmo muda tudo.

Marty Supreme é um filme sobre escolhas, convicção e, sobretudo, consequências. A trama acompanha Marty, um personagem movido por uma autoconfiança fora do comum, que se recusa a seguir o caminho mais fácil. Ao longo do filme, ele toma decisões que parecem impulsivas, às vezes arrogantes, mas que nunca são vazias: cada uma delas cobra um preço. O roteiro deixa claro que acreditar em si mesmo não significa sair ileso — significa apenas estar disposto a pagar o custo.

O enredo avança de forma não convencional. Quem espera a estrutura clássica do herói — ascensão, queda, redenção e consagração final — pode sair frustrado. O filme evita o clímax óbvio e termina de maneira mais contida, o que dividiu o público. Nas redes, parte dos espectadores elogia a coragem da narrativa e o retrato realista de ambição e ego; outros apontam que “faltou algo” no terceiro ato. Essa divisão, no entanto, parece intencional.

As atuações são um dos pontos mais elogiados. Timothée Chalamet sustenta o filme com carisma, presença e controle emocional, entregando um personagem que oscila entre arrogância e vulnerabilidade sem perder credibilidade. Tyler, The Creator surpreende positivamente, trazendo energia e autenticidade. Kevin O’Leary, interpretando a si mesmo, adiciona peso simbólico ao embate entre moral, dinheiro e poder, enquanto Gwyneth Paltrow entrega uma atuação elegante e funcional.

Do ponto de vista de negócios, Marty Supreme já pode ser considerado um acerto. Produzido pela A24, o filme teve um orçamento estimado entre US$ 30 e 35 milhões e já arrecadou cerca de US$ 70 milhões mesmo antes de estrear em todos os mercados globais. No Brasil, a estreia oficial acontece no dia 22, mas sessões de pré-venda selecionadas — como a do JK Iguatemi — registraram salas cheias.

Fora das telas, Chalamet também foi peça central no sucesso. O ator participou ativamente da campanha de marketing, com vídeos virais mostrando reuniões com o time do estúdio, ações performáticas em Las Vegas e até participações musicais que citaram o filme — estratégias que ampliaram o alcance para além do público tradicional de cinema.

Nas participações musicais, Timothée Chalamet também chamou atenção ao cantar e gravar um verso no remix da faixa “4 Raws”, do rapper EsDeeKid. No trecho, o ator cita explicitamente “Marty Supreme”, o que ampliou ainda mais o hype em torno do filme. O lançamento alimentou teorias nas redes — reforçadas pelo próprio Chalamet, que disse que “tudo será revelado no seu tempo”. O rapper soma mais de 16 milhões de ouvintes mensais no Spotify, e o remix já ultrapassou 7 milhões de visualizações no YouTube em poucas semanas.

Timothée Chalamet também veio ao Brasil para promover o filme, com uma campanha em São Paulo que incluiu um pop-up exclusivo; as jaquetas de Marty Supreme passaram a ser usadas por celebridades como cantores internacionais, Tom Brady e pela namorada do ator, a influenciadora Kylie Jenner, ampliando ainda mais o hype em torno do lançamento.

Marty Supreme não é perfeito. Mas é relevante, provoca debate e mostra que convicção vende — no cinema e no mercado. Um sucesso criativo e comercial para a A24 e mais um passo sólido na consolidação de Timothée Chalamet como estrela e marca.

Recomendamos assistir ao filme: vale o tempo investido e está entre os trabalhos mais consistentes e interessantes lançados nos últimos anos.

Nota Not Journal: 8/10

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