Marty Supreme ensina: quem acredita em si mesmo, vence
Autoconfiança como motor, consequências como custo inevitável.
Quando acreditar em si mesmo muda tudo.
Marty Supreme é um filme sobre escolhas, convicção e, sobretudo, consequências. A trama acompanha Marty, um personagem movido por uma autoconfiança fora do comum, que se recusa a seguir o caminho mais fácil. Ao longo do filme, ele toma decisões que parecem impulsivas, às vezes arrogantes, mas que nunca são vazias: cada uma delas cobra um preço. O roteiro deixa claro que acreditar em si mesmo não significa sair ileso — significa apenas estar disposto a pagar o custo.
O enredo avança de forma não convencional. Quem espera a estrutura clássica do herói — ascensão, queda, redenção e consagração final — pode sair frustrado. O filme evita o clímax óbvio e termina de maneira mais contida, o que dividiu o público. Nas redes, parte dos espectadores elogia a coragem da narrativa e o retrato realista de ambição e ego; outros apontam que “faltou algo” no terceiro ato. Essa divisão, no entanto, parece intencional.
As atuações são um dos pontos mais elogiados. Timothée Chalamet sustenta o filme com carisma, presença e controle emocional, entregando um personagem que oscila entre arrogância e vulnerabilidade sem perder credibilidade. Tyler, The Creator surpreende positivamente, trazendo energia e autenticidade. Kevin O’Leary, interpretando a si mesmo, adiciona peso simbólico ao embate entre moral, dinheiro e poder, enquanto Gwyneth Paltrow entrega uma atuação elegante e funcional.
Do ponto de vista de negócios, Marty Supreme já pode ser considerado um acerto. Produzido pela A24, o filme teve um orçamento estimado entre US$ 30 e 35 milhões e já arrecadou cerca de US$ 70 milhões mesmo antes de estrear em todos os mercados globais. No Brasil, a estreia oficial acontece no dia 22, mas sessões de pré-venda selecionadas — como a do JK Iguatemi — registraram salas cheias.
Fora das telas, Chalamet também foi peça central no sucesso. O ator participou ativamente da campanha de marketing, com vídeos virais mostrando reuniões com o time do estúdio, ações performáticas em Las Vegas e até participações musicais que citaram o filme — estratégias que ampliaram o alcance para além do público tradicional de cinema.
Nas participações musicais, Timothée Chalamet também chamou atenção ao cantar e gravar um verso no remix da faixa “4 Raws”, do rapper EsDeeKid. No trecho, o ator cita explicitamente “Marty Supreme”, o que ampliou ainda mais o hype em torno do filme. O lançamento alimentou teorias nas redes — reforçadas pelo próprio Chalamet, que disse que “tudo será revelado no seu tempo”. O rapper soma mais de 16 milhões de ouvintes mensais no Spotify, e o remix já ultrapassou 7 milhões de visualizações no YouTube em poucas semanas.
Timothée Chalamet também veio ao Brasil para promover o filme, com uma campanha em São Paulo que incluiu um pop-up exclusivo; as jaquetas de Marty Supreme passaram a ser usadas por celebridades como cantores internacionais, Tom Brady e pela namorada do ator, a influenciadora Kylie Jenner, ampliando ainda mais o hype em torno do lançamento.
Marty Supreme não é perfeito. Mas é relevante, provoca debate e mostra que convicção vende — no cinema e no mercado. Um sucesso criativo e comercial para a A24 e mais um passo sólido na consolidação de Timothée Chalamet como estrela e marca.
Recomendamos assistir ao filme: vale o tempo investido e está entre os trabalhos mais consistentes e interessantes lançados nos últimos anos.
Nota Not Journal: 8/10