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Os ricos estão casando muito mais do que a classe média

Enquanto a classe média e os menos escolarizados se casam cada vez menos, os mais ricos mantêm o casamento como pilar de estabilidade e sucesso financeiro.

Bruno Richards 28 Sep 2025
A união formal tornou-se cada vez mais um símbolo de status, reservado a quem tem carreira consolidada e segurança financeira.

A união formal tornou-se cada vez mais um símbolo de status, reservado a quem tem carreira consolidada e segurança financeira.

Durante grande parte do século XX, o casamento foi visto como um passo natural da vida adulta, quase universal. Mas os números mais recentes mostram uma transformação profunda: hoje, o casamento é cada vez mais um privilégio da elite educada e financeiramente estável.

Segundo dados do censo americano analisados pelo Wall Street Journal, a taxa de casamento entre adultos com diploma universitário ou maior nível de escolaridade é significativamente superior à de pessoas com menor formação acadêmica. Enquanto as classes mais ricas mantêm índices elevados de casamentos, entre a classe média e os menos escolarizados a curva despenca.

#Do amor ao contrato financeiro

Por séculos, o matrimônio foi tratado mais como um contrato econômico do que um gesto romântico: a promessa de estabilidade e de melhores oportunidades financeiras em dupla. Hoje, porém, a lógica se inverteu. Entre os jovens, principalmente, a segurança financeira passou a ser pré-requisito para casar — e não um objetivo a ser conquistado após a união.

Economistas chamam esse fenômeno de “capstone model”: casais adiam a decisão de casar até consolidarem carreira e patrimônio, substituindo o antigo “cornerstone model”, em que se casava cedo para construir tudo em conjunto.

#Uma mudança que aumenta a desigualdade

Essa mudança de mentalidade ajuda a explicar por que os casamentos se concentram no topo da pirâmide social. Para quem tem diploma e renda alta, casar ainda é regra; para a classe média e a população com menor escolaridade, o casamento perde espaço rapidamente.

Pesquisas apontam que essa disparidade reforça desigualdades: lares formados por casais de alta renda acumulam mais patrimônio, oferecem maior estabilidade aos filhos e perpetuam vantagens geracionais. Já entre os menos ricos, a queda no número de casamentos está ligada a maior instabilidade familiar e financeira.

#A idade também mudou

Outro efeito visível é o aumento da idade média no primeiro casamento. Em 2023, ela foi de 30 anos para homens e 29 para mulheres, contra 28 e 26 anos, respectivamente, em 2008. Para muitos, casar deixou de ser um rito precoce para se tornar um marco de conquista pessoal — acessível, em grande parte, apenas aos mais ricos.


Baseado em uma reportagem do The Wall Street Journal e Dados do Censo dos EUA

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