O crime é, e não é, culpa do sistema.
As condições sob as quais o crime nasce são diversas, algumas delas são consequências, outras não.
Imagem criada via ChatGPT
O sistema, a sociedade, oportunidades... Essas expressões ecoam nas mentes e bocas de incontáveis pessoas que torcem para conseguir mostrar para as pessoas que o jovem que carrega um fuzil na mão, em nome de uma facção, na verdade é uma vítima.
Bem, de fato são vítimas, mas não de um sistema ou coisa do gênero, mas da tendência pro mal que há em todos os homens.
Meritocracia de fato não existe tanto assim, algumas pessoas têm sorte de nascer em determinados locais, outras de nascerem membros de certa família, outros com habilidades notáveis em áreas que vão dar a eles muito sucesso, enquanto outros nascem mais simples, em famílias mais humildes, sem muitas habilidades ou coisas do gênero. E nisto há um elemento de aleatoriedade no sucesso humano. Claro, o esforço em certa medida é sempre necessário, mas seria muita ingenuidade nossa acreditar que ele é o único fator que falta para qualquer um ter sucesso.
E isso é provavelmente o caso de inúmeros dos criminosos que morreram na operação da polícia nessa última semana. Dentre os mortos, podemos chutar com uma certa segurança que vários deles estavam desfavorecidos pelas condições em que nasceram.
Por falta de educação, oportunidades, e até a própria cultura das favelas, acaba gerando um sistema que retroalimenta o crime com novos criminosos todos os anos. A cultura da favela mostra o crime como um dos caminhos para esses jovens, muitas vezes até ridicularizando quem o tenta combater. Nesse sentido, muitos desses jovens são vítimas de:
1- um país desigual
2- uma cultura, presente na favela, que incentiva o crime.
Então sim, em certo sentido eles são vítimas do sistema e das condições em que nasceram, e devemos, enquanto sociedade, fazer o possível para remover essas condições da mesa.
Acontece que, independente das condições em que a pessoa nasceu, em algum momento ela decidiu o que iria fazer com aquilo. É como num jogo de cartas em que você não sabe qual vai ser o seu deck naquela rodada... Independente do que você recebeu, você vai ter que fazer algo com aquilo. E aqui tem-se duas escolhas: eu posso jogar as cartas pro alto, derrubar a mesa e xingar os participantes, ou eu posso fazer o melhor com o que eu tenho.
Pergunte aos pais de muitos desses mortos na operação, quantos deles realmente não tiveram oportunidade alguma e, não tendo, por que a solução era o crime? Tráfico, tortura e ameaça de civis, assassinato porque uma moça não quis dormir com um cara... Isso tudo é falta de oportunidade?
O mal é uma escolha do homem, é o que ele escolhe fazer com o que tem em suas próprias mãos. Independente da situação.
É isso que transforma crianças em assassinos, ou políticos em inimigos do povo... Escolhas. E nunca é tarde para se redimir, até o último suspiro temos a chance de tomarmos uma decisão boa. Mas não podemos esperar o último suspiro chegar, ele pode vir de repente e tomar toda nossa vida num instante sem chance alguma de pensarmos, além das inúmeras pessoas que podem sofrer no caminho por más escolhas nossas.
O tráfico, nesse sentido, é escolha e não consequência de um sistema desonesto.
Correção Gramatical:
- Gemini AI ( Google )
Imagens:
- ChatGPT